Adhyaya 54
Vastu-Pratishtha & Isana-kalpaAdhyaya 5448 Verses

Adhyaya 54

Liṅga-māna-ādi-kathana (Measurements and Related Particulars of the Liṅga)

O Senhor Agni prossegue a transmissão voltada à Pratiṣṭhā, passando dos traços gerais do liṅga para um cânone técnico de dravya (materiais), māna (medidas) e vidhi (procedimento). O capítulo primeiro hierarquiza os liṅgas pela substância: de tecido e argila (preferindo-se a argila cozida) a madeira e pedra, e daí a metais e meios preciosos (pérola, ferro, ouro; também prata, cobre, latão, estanho e rasa-liṅga), vinculando explicitamente certos materiais a resultados de bhukti–mukti. Em seguida apresenta a lógica de colocação e a medição modular: liṅgas domésticos são dimensionados em aṅgulas (1–5), enquanto o culto no santuário usa proporções derivadas da porta e do garbha-gṛha, gerando uma taxonomia formal de medidas (36×3 e sua síntese em 108). Definem-se classes portáteis (cala) de 1–5, 6–10 e 11–15 aṅgulas, junto com sistemas proporcionais de “sūtra” (corda/linha-guia) e expansões baseadas em hasta. A segunda metade entra na geometria iconométrica e em diagnósticos auspiciosos (aṅgulas remanescentes como presságios; classes dhvaja/siṃha/vṛṣa; auspiciosidade segundo svara), enumera formas estruturais e uma teologia seccional (distribuição Brahmā–Viṣṇu–Śiva) e culmina em tipologias de mukha-liṅga e formas de cabeça, com diretrizes proporcionais para traços faciais e projeções.

Shlokas

Verse 1

इत्य् आदिमहापुराणे आग्नेये लिङ्गलक्षणं नाम त्रिपञ्चाशत्तमोध्यायः अथ चतुःपञ्चाशत्तमोध्यायः लिङ्गमानादिकथनं भगवानुवाच वक्ष्याम्यन्यप्रकारेण लिङ्गमानादिकं शृणु वक्ष्ये लवणजं लिङ्गं घृतजं बुद्धिवर्धनम्

Assim, no Agni Purāṇa—no Mahāpurāṇa primordial—encerra-se o quinquagésimo terceiro capítulo, intitulado “Características do Liṅga”. Agora começa o quinquagésimo quarto capítulo: “Exposição das medidas e detalhes correlatos do Liṅga”. Disse o Senhor Bem-aventurado: “Ouve: explicarei de outro modo as medidas e particularidades do Liṅga. Descreverei o liṅga feito de sal e o liṅga feito de ghṛta (ghee), que aumenta a inteligência.”

Verse 2

भूतये वस्त्रलिङ्गन्तु लिङ्गन्तात्कालिकं विदुः पक्वापक्वं मृण्मयं स्यादपक्वात् पक्वजं वरं

Para a prosperidade (bhūti), prescreve-se um liṅga feito de tecido; os eruditos sabem que o liṅga feito de pasta ou material composto (kālika) é superior ao liṅga de tecido. O liṅga pode também ser feito de argila, cozida ou não cozida; entre ambas, a cozida é melhor do que a não cozida.

Verse 3

ततो दारुमयं पुण्यं दारुजात् शैलजं वरं शैलाद्वरं तु मुक्ताजं ततो लौहं सुवर्णजं

Depois disso, um ícone de madeira é meritório; superior à madeira é o feito de pedra; superior à pedra é o feito de pérola; em seguida (ainda superior) é o feito de ferro; e (o mais elevado) é o feito de ouro.

Verse 4

राजतं कीर्तितं ताम्रं पैत्तलं भुक्तिमुक्तिदं रङ्गजं रसलिङ्गञ्च भुक्तिमुक्तिप्रदं वरं

A prata foi descrita; diz-se que o cobre e o latão concedem tanto o gozo mundano quanto a libertação. Do mesmo modo, o estanho e o rasa-liṅga (emblema/linga alquímico) são declarados excelentes, concedendo gozo e libertação.

Verse 5

रसजं रसलोहादिरत्नगर्भन्तु वर्धयेत् मानादि नेष्टं सिद्धादि स्थापितेथ स्वयम्भुवि

Deve-se aumentar (potencializar) o produto nascido do rasa (mercúrio), isto é, o metal-rasa e a essência de gema. As quantidades medidas e o restante não devem ser alterados; a preparação aperfeiçoada (siddha) e afins devem ser estabelecidas (consagradas) no liṅga Svayambhū (auto-manifesto).

Verse 6

वामे च स्वेच्छया तेषां पीठप्रासादकल्पना पूजयेत् सूर्यविम्बस्थं दर्पणे प्रतिविम्बितं

E, à esquerda, conforme a própria preferência, deve-se dispor para eles um assento ritual (pīṭha) e um santuário (prāsāda); deve-se adorar a imagem do Sol tal como refletida num espelho—o disco solar aparecendo como réplica dentro do espelho.

Verse 7

पूज्ये हरस्तु सर्वत्र लिङ्गे पूर्णार्चनं भवेत् हस्तोत्तरविधं शैलं दारुजं तद्वदेव हि

Quando Hara (Śiva) deve ser venerado, a adoração completa (pūrṇa-arcana) deve ser realizada para todo liṅga, em toda parte; e o mesmo procedimento prescrito aplica-se também às formas de pedra (śaila) e de madeira (dāruja) — de fato, exatamente assim.

Verse 8

प्रवक्ष्ये ऽहं प्रकारेणेति ग चिह्नितपुस्तकपाठः रत्नजमिति ख, चिह्नितपुस्तकपाठः हस्ते तु विविधं शैलमिति ग चिह्नितपुस्तकपाठः चलमङ्गुलमानेन द्वारगर्भकरैः स्थितम् अङ्गुलाद् गृहलिङ्गं स्याद्यावत् पञ्चशाङ्गुलं

«Exporei o procedimento» (assim lê um manuscrito assinalado). Outra leitura traz «feito de joias»; e outra, «na mão, de pedras variadas». Usando a medida móvel do aṅgula, o liṅga doméstico deve ser colocado no rebaixo interno do umbral/reentrância da porta, estabelecido segundo as medidas do «ventre da porta»; o liṅga do lar deve ter de um aṅgula até cinco aṅgulas (em altura/tamanho).

Verse 9

द्वारमानात् त्रिसङ्ख्याकं नवधा गर्भमानतः नवधा गर्भमानेन लिङ्गन्धाम्नि च पूजयेत्

A partir da medida da porta, deve-se calcular a tríade (conjunto triplo) de proporções. A partir da medida do garbha-gṛha (santuário), divida-se em nove partes; e com essa mesma medida em nove, deve-se venerar o liṅga no recinto sagrado (dhāman).

Verse 10

एवं लिङ्गानि षट्त्रिंशत् ज्ञेयानि ज्येष्ठमानतः मध्यमानेन षट्त्रिंशत् षट्त्रिंशदधमेन च

Assim, os liṅgas devem ser compreendidos como trinta e seis (tipos) segundo a medida superior (jyeṣṭha); trinta e seis segundo a medida média (madhyama); e trinta e seis também segundo a medida inferior (adhama).

Verse 11

इत्थमैक्येन लिङ्गानां शतमष्टोत्तरं भवेत् एकाङ्गुलादिपञ्चान्तं कन्यसञ्चलमुच्यते

Assim, ao reunir (essas medidas) num único esquema, o total das medidas do liṅga torna-se cento e oito. O intervalo de um aṅgula até cinco aṅgulas chama-se “kanyasañcala”, a classe menor/a menos móvel.

Verse 12

षद्वादिदशपर्यन्तञ्चलं लिङ्गञ्च मध्यमं एकादशाङ्गुलादि स्यात् ज्येष्ठं पञ्चदशान्तकम्

Um liṅga móvel (portátil) que meça de seis a dez aṅgulas é classificado como “médio”. O “maior” (jyeṣṭha) começa em onze aṅgulas e vai até quinze.

Verse 13

षडङ्गुलं महारत्नै रत्नैर् अन्यैर् नवाङ्गुलम् रविभिर्हेमभारोत्थं लिङ्गं शेषैस्त्रिपञ्चभिः

O liṅga feito com grandes gemas deve medir seis aṅgulas; com outras gemas, nove aṅgulas. Prescreve-se um liṅga produzido a partir de um peso de ouro equivalente a ‘ravi’; e, com os metais restantes, deve ter vinte e cinco aṅgulas.

Verse 14

षोडशांशे च वेदांशे युगं लुप्त्वोर्ध्वदेशतः द्वात्रिंशत्षोडशांशांश् च कोणयोस्तु विलोपयेत्

Na divisão em dezesseis partes e também em quatro partes, deve-se retirar o par de porções da região superior; e, nos cantos, igualmente se eliminem as porções medidas como um trinta e dois avos e um dezesseis avos.

Verse 15

चतुर्निवेशनात् कण्ठो विंशतिस्त्रियुगैस् तथा पार्श्वाभ्यां तु विलुप्ताभ्यां चललिङ्गं भवेद्वरं

Quando a porção do pescoço (superior) é disposta com quatro faixas incrustadas, e também tem a medida de vinte (unidades) em três níveis sucessivos, e quando os lados são deixados livres, sem saliências—então torna-se um excelente cala-liṅga, um liṅga móvel, adequado para instalação e rito.

Verse 16

धाम्नो युगर्तुनागांशैर् द्वारं हीनादितः क्रमात् लिङ्गद्वारोच्छ्रयादर्वाग् भवेत् पादोनतः क्रमात्

A porta deve ser traçada reduzindo-se sucessivamente a medida a partir da dimensão do santuário (dhāmna), segundo as frações prescritas chamadas yuga-, ṛtu- e nāga-aṁśa. Além disso, a altura da porta do recinto do liṅga deve ser feita progressivamente mais baixa, passo a passo, por um quarto (pāda) em relação à altura padrão da porta.

Verse 17

गर्भार्धेनाधमं लिङ्गं भूतांशैः स्यात् त्रिभिर्वरं तयोर्मध्ये च सूत्राणि सप्त सम्पातयेत् समं

Um liṅga feito na medida de metade do garbha é inferior; a medida excelente é a que é aumentada em três bhūta-aṃśas. Entre essas duas medidas de referência, devem-se estender sete fios-guia (sūtras) iguais, dividindo o intervalo de modo uniforme.

Verse 18

आठः द्वात्रिंशत्षोडशार्धञ्चेति ग, घ, ङ, चिह्नितपुस्तकत्रयपाठः विंशतिस्त्रिगुणैस्तथेति घ, चिह्नितपुसुतकपाठः वनलिङ्गं भवेद्वरमिति ग, घ, चिह्नितपुस्तकपाठः चललिङ्गं भवेद् ध्रुवमिति ख, चिह्नितपुस्तकपाठः एवं स्युर्नव सूत्राणि भूतसूत्रैश् च मध्यमं द्व्यन्तरो वामवामञ्च लिङ्गानां दीर्घता नव

Assim, há nove cordas de medição (sūtra). A corda do meio chama-se «bhūta-sūtra», a linha central de referência. Existem duas cordas intermediárias, bem como a da esquerda e a mais à esquerda (laterais). Por meio delas, determina-se o comprimento e a proporção dos liṅga em nove modos padronizados. (Leituras variantes de manuscritos também mencionam números como 8, 32 e 16½, e descrevem o liṅga como “excelente” ou “estável” conforme o tipo.)

Verse 19

हस्ताद्विवर्धते हस्तो यावत्स्युर् नव पाणयः हीनमध्योत्तमं लिङ्गं त्रिविधं त्रिविधात्मकम्

A partir de um hasta, a medida aumenta de um hasta em um hasta, até perfazer nove mãos ao todo. Assim, o liṅga possui três graus—inferior, médio e superior—sendo tríplice em sua constituição.

Verse 20

एकैकलिङ्गमध्येषु त्रीणि त्रीणि च पादशः लिङ्गानि घटयेद्धीमान् षट्सु चाष्टोत्तरेषु च

Nos espaços entre cada liṅga principal, o oficiante sábio deve dispor três liṅgas em cada pāda (quarto). E esse mesmo arranjo em tríades deve ser feito também nas divisões em seis e em oito mais um (nove).

Verse 21

स्थिरदीर्घप्रमेयात्तु द्वारगर्भकरात्मिका भागेशञ्चाप्यमीशञ्च देवेज्यन्तुल्यसंज्ञितं

A partir da medida longa fixa (padrão), entende-se que a unidade é da natureza de «dvāra», «garbha» e «kara»; ela também é chamada «bhāgeśa» e «amīśa», e é designada pelo nome sinónimo «devejyantulya».

Verse 22

चत्वारि लिङ्गरूपाणि विष्कम्भेण तु लक्षयेत् दीर्घमायान्वितं कृत्वा लिङ्गं कुर्यात् त्रिरूपकं

Devem-se distinguir as quatro formas do liṅga pelo seu diâmetro. Tendo-o feito alongado e provido das proporções adequadas, deve-se modelar o liṅga como «triforme», isto é, com três secções distintas.

Verse 23

चतुरष्टाष्टवृत्तञ्च तत्त्वत्रयगुणात्मकं लिङ्गानामीप्सितं दैर्घ्यं तेन कृत्वाङ्गुलानि वै

O liṅga deve ser confeccionado na forma circular prescrita e nas proporções 4–8–8, incorporando as qualidades dos três princípios (tattva). Tendo fixado o comprimento desejado dos liṅga, deve-se então calculá-lo em aṅgulas (larguras de dedo).

Verse 24

ध्वजाद्यायैः सुरैर् भूतैः शिखिभिर्वा हरेत् कृतिं तान्यङ्गुलानि यच्छेषं लक्षयेच्च शुभाशुभं

Se a figura preparada (kṛti) for levada por um estandarte (ou presságio semelhante), por deuses, por espíritos/seres sutis, ou por aves, devem-se registrar as medidas em aṅgulas que restarem; a partir do restante determina-se se o resultado é auspicioso ou inauspicioso.

Verse 25

ध्वजाद्या ध्वजसिंहेभवृषाः ज्येष्ठाः परे शुभाः स्वरेषु षड्जगान्धारपञ्चमाः शुभदायकाः

Entre as classes que começam por “dhvaja”, as denominadas dhvaja, siṃha e vṛṣa são as principais; as demais também são auspiciosas. Entre as notas (svaras), ṣaḍja, gāndhāra e pañcama são doadoras de boa fortuna.

Verse 26

भूतेषु च शुभा भूः स्यादग्निष्वाहवनीयकः उक्तायामस्य चार्धांशे नागांशैर् भाजिते क्रमात्

Entre as classes dos elementos, a Terra (bhū) é auspiciosa; entre os fogos, o Āhavanīya (o fogo das oblações) é declarado auspicioso. Ademais, tomando-se a medida anteriormente indicada (āyāma) pela metade e dividindo-a sucessivamente segundo as porções “nāga”, obtém-se a sequência requerida.

Verse 27

रसभूतांशषष्ठांशत्र्यंशाधिकशरैर् भवेत् आढ्यानाढ्यसुरेज्यार्कतुल्यानाञ्चतुरस्रता

A planta quadrada (caturasratā) obtém-se tomando as “flechas/diagonais” (śara) acrescidas de um terço, juntamente com as sextas partes correspondentes a ‘rasa’ e ‘bhūta’. Tal quadratura é dita comparável, em correção, à do rico (āḍhya), do não rico (anāḍhya), do senhor dos deuses (surejya/Indra) e do Sol (arka).

Verse 28

पञ्चमं वर्धमानाख्यं व्यासान्नाहप्रवृद्धितः द्विधा भेदा बहून्यत्र वक्ष्यन्ते विश्वकर्मतः

O quinto tipo de templo/estrutura chama-se Vardhamāna, caracterizado pelo aumento da largura e da altura. Aqui serão explicadas as suas muitas subdivisões, numa classificação dupla, segundo Viśvakarman (o arquiteto de autoridade).

Verse 29

आढ्यादीनां त्रिधा स्थौल्याद्यवधूतं तदष्टधा अन्तरे वामवामे चेति ङ, चिह्नितपुस्तकपाठः स्थौल्याद् यववृद्ध्या तदष्टधा इति ख, चिह्नितपुस्तकपाठः त्रिधा हस्ताज्जिनाख्यञ्च युक्तं सर्वसमेन च

Entre os tipos corporais que começam com “āḍhya” (bem nutrido/próspero), há uma divisão tríplice. A partir da corpulência e afins, o tipo “avadhūta” (debilitado/consumido) subdivide-se ainda em oito: (numa recensão) em “intermediário”, “esquerdo” e “muito à esquerda”; (noutra) desde a corpulência, por aumentos medidos em grãos de cevada (yava), torna-se óctuplo. Do mesmo modo, a medida chamada “jinākhya” é tríplice segundo o hasta (mão), e deve ser aplicada com plena equivalência proporcional (sarva-samatā).

Verse 30

पञ्चविंशतिलिङ्गानि नाद्ये देवार्चिते तथा पञ्चसप्तभिरेकत्वाज्जिनैर् भक्तैर् भवन्ति हि

Vinte e cinco liṅgas são contados como “um”, e do mesmo modo quando a divindade é adorada no local sagrado de banho (nāḍya). Pela unidade produzida pelos agrupamentos de cinco e de sete, eles de fato se tornam “um” para os devotos que conquistaram os sentidos (jin).

Verse 31

चतुर्दशसहस्राणि चतुर्दशशतानि च एवमष्टाङ्गुलविस्तारो नवैककरगर्भतः

Quatorze mil e mil e quatrocentos (em número/medida). Assim, a largura é de oito aṅgulas, medida tomando nove (ou) um kara (palmo da mão) como módulo padrão (garbha).

Verse 32

तेषां कोणार्धकोणस्थैश्चिन्त्यात् कोणानि सूत्रकैः विस्तारं मध्यमः कृत्वा स्थाप्यं वा मध्यतस्त्रयं

Para essas divisões/figuras, devem-se determinar os cantos por meio de cordas de medição (sūtraka) colocadas nos pontos de canto e meio-canto; tomando a medida média como largura, estabeleçam-se então os “três” (traços/pontos principais) a partir do centro.

Verse 33

विभागादूर्ध्वमष्टास्रो द्व्यष्टास्रःस्याच्छिवांशकः पादाज्जान्वन्तको ब्रह्मा नाभ्यन्तो विष्णुरित्यतः

Acima da divisão (central), deve ser de oito ângulos; a parte superior de dezesseis ângulos deve ser atribuída como porção de Śiva. Dos pés até os joelhos é a extensão de Brahmā; do umbigo para dentro (isto é, a região central) diz-se ser de Viṣṇu.

Verse 34

मूर्ध्वान्तो भूतभागेशो व्यक्ते ऽव्यक्ते च तद्वति पञ्चलिङ्गव्यवस्थायां शिरो वर्तुलमुच्यते

Na disposição quíntupla do liṅga, a porção terminal superior é chamada Bhūtabhāgeśa. E, nos tipos manifesto e não manifesto, diz-se que a cabeça (śiras) é circular.

Verse 35

छत्राभं कुक्कुटाभं वा बालेन्दुप्रतिमाकृतिः एकैकस्य चतुर्भेदैः काम्यभेदात् फलं वदे

Quer (a marca/forma) seja semelhante a um guarda-sol, a um galo, ou tenha a figura da lua jovem—cada uma possui quatro subdivisões. Direi os resultados conforme as diferenças do propósito kāmya (intenção desejada).

Verse 36

लिङ्गमस्तकविस्तारं वसुभक्तन्तु कारयेत् आद्यभागं चतुर्धा तु विस्तारोच्छ्रायतो भजेत्

Deve-se construir a largura do topo (mastaka) do liṅga dividindo-a em oito partes iguais. Em seguida, a porção dianteira deve ser repartida em quatro partes, conforme a largura e a altura do liṅga.

Verse 37

चत्वारि तत्र सूत्राणि भागभागानुपातनात् , चिह्नितपुस्तकपाठः बालेन्दुत्रपुषाकृतिरिति ख, ग, घ, चिह्नितपुस्तकपाठः चतुर्भागैर् इति ख, चिह्नितपुस्तकपाठः अन्त्यभागमिति ग, घ, चिह्नितपुस्तकपाठः चत्वारि तत्र छत्राणि इति ग, घ, ङ, चिह्नितपुस्तकचतुष्ट्यपाठः पुण्डरीकन्तु भागेन विशालाख्यं विलोपनात्

Aqui há quatro “sūtras” (fios/unidades), determinados pela queda proporcional das partes (de bhāga a bhāga). (Em alguns manuscritos assinalados lê-se: “sua forma é como a lua jovem e o lótus”; outros lêem: “por quatro partes”, ou “a parte final”; e alguns lêem: “aqui há quatro guarda-sóis”.) Mas, segundo a leitura do manuscrito com quatro marcas: “Puṇḍarīka (o padrão ‘lótus’) obtém-se por uma parte; e, por elisão (vilopa), é chamado Viśālā.”

Verse 38

त्रिशातनात्तु श्रीवत्सं शत्रुकृद्वेदलोपनात् शिरः सर्वसमे श्रेष्ठं कुक्कुटाभं सुराह्वये

Da marca chamada triśātana (sinal de três cortes ou golpes) nasce o emblema Śrīvatsa; da marca que “gera inimigos” e ocasiona a perda do mérito ou do saber védico reconhece-se o sinal da cabeça. Entre todos os sinais, o melhor é o que, na assembleia dos deuses, tem forma de crista de galo (kukkuṭa).

Verse 39

चतुर्भागात्मके लिङ्गेत्रपुषं द्वयलोपनात् अनाद्यस्य शिरः प्रोक्तमर्धचन्द्रं शिरः शृणु

Num liṅga concebido como composto de quatro partes, ao omitir duas porções do segmento superior chamado trapuṣa, descreve-se a forma de cabeça denominada «Anādya». Agora ouve acerca da forma de cabeça chamada «Ardhacandra» (Meia‑Lua).

Verse 40

अंशात् प्रान्ते युगांशैश् च त्वेकाहान्यामृताक्षकं पूर्णबालेन्दुकुमुदं द्वित्रिवेदक्षयात् क्रमात्

No fim de um grau (solar) e também pelas frações de um yuga, deve-se calcular o acréscimo de um único dia; por isso obtém-se a contagem dita «de olhos de amṛta» (tida por auspiciosa). Os estados de plenitude, lua jovem e «lótus lunar» (kumuda) determinam-se na devida ordem pela diminuição sucessiva de dois e três «Vedas» (isto é, reduções contadas em conjuntos de quatro), passo a passo.

Verse 41

चतुस्त्रिरेकवदनं मुखलिङ्गमतः शृणु पूजाभागं प्रकर्तव्यं मूर्त्यग्निपदकल्पितं

Ouve a doutrina dos sinais faciais (mukha-liṅga): a imagem de Agni é descrita com quatro faces, três, ou até mesmo uma só. A «porção ritual» (parte do culto e das oferendas) deve ser atribuída conforme o grau e a forma do Agni corporificado (mūrti-Agni).

Verse 42

अर्कांशं पूर्ववत् त्यक्त्वा षट् स्थानानि विवर्तयत् शिरोन्नतिः प्रकर्तव्या ललाटं नासिका ततः

Tendo deixado de lado o «arkāṃśa» (ângulo/segmento solar) como foi dito antes, devem-se ajustar sucessivamente (girar/alinha) os seis pontos. A cabeça deve ser erguida; depois alinha-se a testa e, em seguida, o nariz.

Verse 43

वदनं चिवुकं ग्रीवा युगभागैर् भुजाक्षिभिः कराभ्यां मुकुलीकृत्य प्रतिमायाः प्रमाणतः

De acordo com as medidas canônicas de um ícone, o rosto, o queixo e o pescoço devem ser proporcionados por unidades de «yuga»; do mesmo modo os braços e os olhos. As mãos devem ser formadas em configuração de botão (mukula, fechadas), conforme as proporções corretas do ícone.

Verse 44

मुखं प्रति समः कार्यो विस्तारादष्टमांशतः चतुर्मुखं मया प्रोक्तं त्रिमुखञ्चोच्यते शृणु

Em relação ao rosto, a (medida correspondente) deve ser feita igual; e, da largura total, deve-se tomar a oitava parte. Já expliquei a forma de quatro faces; agora ouve também a descrição da forma de três faces.

Verse 45

कर्णपादाधिकास्तस्य ललाटादीनि निर्दिशेत् भुजौ चतुर्भिर्भागैस्तु कर्तव्यौ पश्चिमोर्जितं

Deve-se indicar a testa e os demais traços do rosto dessa imagem como excedendo (em medida) a orelha e o pé. Os braços, porém, devem ser feitos em quatro partes proporcionais, e a porção posterior deve ser representada firme e poderosa.

Verse 46

विस्तरादष्टमांशेन मुखानां प्रतिनिर्गमः एकवक्त्रं तथा कार्यं पूर्वस्यां सौम्यलोचनं

A projeção (para a frente) dos rostos deve ser de um oitavo da largura. Do mesmo modo, uma imagem de um só rosto deve ser feita voltada para o leste, com olhos suaves e auspiciosos.

Verse 47

ललाटनासिकावक्त्रग्रीवायाञ्च विवर्तयेत् तकपाठः द्वैकहान्या सुताह्वयमिति ख, चिह्नितपुस्तकपाठः ऋत्वग्निपदकल्पितमिति ख, चिह्नितपुस्तकपाठः, मुखभागं प्रकर्तव्यं मूलाग्निपदकल्पितमिति ङ, चिह्नितपुस्तकपाठः कर्णाभ्यां कुण्डलीकृत्वेति ग, चिह्नितपुस्तकपाठः भुजाच्च पञ्चमांशेन भुजहीनं विवर्तयेत्

Deve-se modelar a testa, o nariz, o rosto e o pescoço conforme a regra. Além disso, tomando um quinto da medida do braço, deve-se formar a parte dita «sem braço» (isto é, reduzida em um quinto em relação à medida do braço), segundo o cânone proporcional prescrito.

Verse 48

विस्तारस्य षडंशेन मुखैर् निर्गमनं हितं सर्वेषां मुखलिङ्गानां त्रपुषं वाथ कुक्कुटं

Para um inchaço ou acúmulo que se espalhou, é benéfica a expulsão pelos “bocas/aberturas”, na medida de um sexto de sua extensão. Para todas as condições marcadas por sinais de “boca/orifício”, use-se trapuṣa (pepino) ou, de outro modo, kukkuṭa (galo).

Frequently Asked Questions

A standardized iconometric system: material hierarchy for liṅga construction, aṅgula/hasta-based size classes (including household 1–5 aṅgulas), proportional rules derived from dvāra and garbha measures, and a formal enumeration of 36×3 measures synthesized into 108.

By treating correct making (māna), right substance (dravya), and complete worship (pūrṇa-arcana) as dharmic disciplines that stabilize sacred presence; the chapter explicitly frames certain liṅgas and metals as bhukti–mukti-prada, linking technical precision with puruṣārtha fulfillment.

Cala-liṅgas are classified by aṅgula: 1–5 (kanyasañcala/small), 6–10 (medium), and 11–15 (jyeṣṭha/large), with further proportional refinement via sūtra (guideline-cord) schemes.

The chapter ties liṅga scaling and worship to architectural modules: dvāra (doorway) and garbha-gṛha measures are subdivided (notably ninefold) to determine proportional placement and ritual alignment within the dhāman (shrine).